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| Série História da Península Ibérica |
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|---|---|---|---|---|
| Portugal | Espanha | |||
| Pré-História | Pré-História | |||
| Período pré-Romano | ||||
| Invasão romana | ||||
| Hispânia: Citerior e Ulterior | ||||
| Bética; Cartaginense; Galécia; Lusitânia e Tarraconense | ||||
| Invasões bárbaras: Suevos e Visigodos | ||||
| Invasão e domínio árabe | ||||
| Período das Taifas | ||||
| A Reconquista e o Reino das Astúrias | ||||
| Reino de Leão | ||||
| Portucale | Aragão; Castela-Leão e Navarra | |||
Invasões islâmicas (também chamadas de invasões árabes ou invasões muçulmanas) é o nome usado para descrever a série de deslocamentos militares e populacionais ocorridos a partir do esforço iniciado em 711, quando tropas muçulmanas vindas do Norte de África, lideradas pelo general Tárique, cruzaram o mar Mediterrâneo, na altura do estreito de Gibraltar, iniciando a conquista da península Ibérica. Boa parte do território da península era então dominada pelos visigodos.
Índice |
editar História
editar Antecedentes
A monarquia dos visigodos era electiva. Com a morte do rei Vitiza, as cortes reuniram-se para eleger o seu sucessor, constituindo-se duas facções em disputa pela eleição: o grupo de Ágila II e o de Rodrigo, o último rei visigodo de Toledo.
Os partidários de Ágila solicitaram apoio ao governador muçulmano de África, Tarik Ibn-Ziad (Tárique), abrindo-lhe as portas de Ceuta e incitando-o a enviar uma expedição militar à península, já que, desde o final do século VI, os judeus vinham sendo perseguidos naquela região e, dentro da xariá, a lei islâmica, é obrigação do muçulmano defender os adeptos dos livros (judeus e cristãos) [1].
editar A invasão
Em 711, sob o comando do próprio Tárique, tropas muçulmanas atravessaram o Estreito de Gibraltar e venceram os partidários de Rodrigo na batalha de Guadalete. Entretanto, após a vitória, os muçulmanos não apenas não colocaram Ágila no trono, mas foram alargando as suas conquistas pela península Ibérica, no território designado em língua árabe como Al-Andalus, da qual, por fim, ficaram senhores, colocando sob tutela cristãos e judeus, pois ambos sofriam ataques e combatiam-se mutuamente[2].
editar A resistência asturiana
Abdulaziz (ou Abdul-el-Aziz) subjugou a Lusitânia e a Cartaginense, saqueando as cidades do Norte que lhe abriam as portas e atacando aqueles que lhe tentaram resistir.
Às suas investidas escapou, porém, uma parte das Astúrias, no Norte, onde se refugiou um grupo de visigodos sob o comando de Pelágio. Uma caverna nas montanhas servia simultaneamente de paço ao rei e de templo de Cristo. Por vezes, Pelágio e seus companheiros desciam das montanhas em surtidas para atacar os acampamentos islâmicos ou as aldeias despovoadas de cristãos. Um desses ataques, historiograficamente designado de batalha de Covadonga (722), marcou, segundo muitos historiadores, o início do longo processo de retomada dos territórios ocupados, ao qual se deu o nome de Reconquista.
A partir do pequeno território, que Pelágio designou como Reino das Astúrias, os cristãos (hispano-godos e lusitano-suevos), acantonados nas serranias do Norte e Noroeste da península, foram gradativamente formando novos reinos, que se estenderam para o Sul. Surgiram os reinos de Castela, Leão (de onde derivou mais tarde o Condado Portucalense e, subsequentemente, Portugal), Navarra e Aragão.
O reino das Astúrias durou de 718 a 925, quando Fruela II ascendeu ao trono do Reino de Leão.
editar A Reconquista
A Reconquista durou por toda a Idade Média e só terminou no início da Idade Moderna, em 1492, quando os invasores foram definitivamente expulsos pelos reis Fernando e Isabel, conhecidos como "os reis católicos".
A influência deixada pelos muçulmanos ainda pode ser percebida nas palavras do português e do espanhol que vieram do árabe, como "açúcar" (azúcar), "alcaide", "almirante".
editar Cronologia
- 1º período: Nos primeiros tempos, a Hispânia muçulmana era governada pelos emires dependente do Califado de Damasco;
- 2º período: Posteriormente, o emirado tornou-se independente; estabeleceu-se a capital em Córdoba e os emires tomaram o título de Califas, fundando-se assim o Califado de Córdova;
- 3º período: Finda a hegemonia da família do primeiro-ministro Almançor, o vitorioso, iniciou-se um período de anarquia, alimentado pela ambição dos generais. Córdova aboliu o Califado, proclamando a República. Com a desagregação do Califado, formaram-se por toda a Hispânia variadíssimos pequenos estados independentes e rivais: as taifas. Aproveitando-se de tal desordem, os cristãos apressaram o movimento da Reconquista.
editar Aspectos populacionais
A população sob o domínio muçulmano era muito heterogénea e constituída por árabes e berberes, uns e outros muçulmanos, moçárabes (hispano-godos que, sob o domínio muçulmano conservaram a sua religião, mas adoptaram as formas de vida exterior dos muçulmanos), ou cristãos arabizados e judeus.
Os moçárabes que constituíam a maioria da população gozavam de liberdade de culto e tinham leis próprias, mas a troco dessas vantagens eram obrigados ao pagamento de dois tributos: o imposto pessoal de capitação, e imposto predial sobre o rendimento das terras.
editar Referências
- ↑ Portal MackenzieO cristianismo e o islamismo no Ocidente medieval
- ↑ Revista Judaica Nº 19 "Sefarad" por Yerushalmi"
