Nota: Se procura a peça de Arthur Miller, consulte: As Bruxas de Salem. Ainda, se procura o filme com Wynona Rider, consulte: The Crucible.


Ilustração de 1876 da sala de audiências

Bruxas de Salém refere-se ao episódio gerado pela superstição e pela credulidade que levaram, na América do Norte, aos últimos julgamentos por bruxaria na pequena povoação de Salém, Massachusetts, numa noite de outubro de 1692.

O medo da bruxaria começou quando uma escrava negra chamada Tituba contou algumas histórias vudus (religião tradicional da África Ocidental) a amigas, que, por esse facto, tiveram pesadelos. Um médico que foi chamado para as examinar declarou que deveriam estar embruxadas.

Os julgamentos de Tituba e de outros foram efectuados ante o juíz Samuel Sewall. Cotton Mather, um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se da acusação. O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maior parte mulheres, foram declaradas culpadas e executadas. Um dos homens, Giles Corey, morreu de acordo com o bárbaro costume medieval de ser comprimido por rochas em uma tábua sobre seu corpo até morrer, levando ao total 3 dias. Foram presas cerca de cento e cinqüenta pessoas. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que pensava que as suas sentenças haviam sido um erro.

O mais interessante de tudo isto no entanto, é o fato de que justamente a América do Norte pretendia ser o mais novo Eldorado da liberdade religiosa no planeta, mas no entanto, o clima de perseguição era quase tão evidente quanto na velha Europa onde a Inquisição Católica ainda predominava, o que desmente ou no mínimo põe em cheque o mito romantico da perfeita e harmoniosa suposta liberdade plena de credos na nova América Protestante e supostamente democrática que nascia a partir da imigração de perseguidos religiosos europeus e seus descendentes (se na Europa eles eram as vítimas, na América se tornaram algozes...).

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